1)
Modos X
Tipos
Os modos estão ligados à estrutura básica do texto, particularmente
na relação das coisas com o tempo. É o modo de organização do discurso. São
eles: descrição, dissertação e narração.
Os tipos textuais distinguem-se por sua função básica, ou seja, sua
declarada finalidade.
Texto
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Função
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Modelos
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Didático
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Ensinar
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Livros
escolares, palestras, conferências
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Divinatório
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Prever
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Horóscopos,
oráculos, previsões
|
Exortativo
|
Convencer
|
Requerimentos,
textos publicitários
|
Expressivo
|
Expressar-se
|
Diários,
confissões, discursos
|
Fático
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Relacionar-se
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Correspondências,
cumprimentos, cartas
|
Informativo
|
Informar
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Avisos,
comunicados, bulas, notícias
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Normativo
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Regulamentar
|
Leis,
portarias, regulamentos, estatutos
|
Na linguagem jurídica,
destacam-se os textos: informativos,
normativos e exortativos.
2)
Narração,
descrição e dissertação
2.1) Narração
Elementos da narrativa:
narrador (onipresente ou onisciente), enredo, tempo (cronológico ou
psicológico), personagens (reais ou fictícias), lugar, clímax, desfecho,
diálogos.
Características:
a)
Narrativa objetiva = ausência de sentimento do
narrador/testemunha.
b)
Narrativa subjetiva = há forte presença da emoção e
sentimentos do narrador.
Discurso
É a forma como o narrador
desenvolve sua narrativa. Dividi-se em três tipos principais, que não se
excluem:
a)
Discurso direto:
“Altivo, dirigi-me aos amigos e perguntei desafiador:
- Só eu vi o crime? Vocês não?”
b) Discurso indireto:
“Altivo, dirigiu-se aos amigos e perguntou
desafiador se fora o único a presenciar o crime”.
b)
Discurso indireto livre:
“Altivo, dirigiu-se aos amigos e – perguntei
desafiador – se fora o único a presenciar o crime”.
Verossimilhança
Toda narrativa que, embora idílio
de criação, se baseia na realidade, ou seja, é calcada em fatos ou situações
que poderiam ser reais num exercício, o mais fidedigno, de analogia.
a)
Verossimilhança interna – realizada por meio de análise
das características psicológicas das personagens, sua moral e sua ética.
“Embora fútil, sua conduta ética e moral em nada me fazia crer que
cometeria tal monstruosidade. Calmo, pacato, leal. É verdade quando dizem que
gastava suas economias com cremes e mais cremes para esconder as rugas
proeminentes, mas não se furtava a um gesto de agradecimento ou de
generosidade. É assim que dele me recordo... é dele, desse bom homem que sinto
saudade, e não do monstro em que se transformou.”
b)
Verossimilhança externa - realizada por meio de
caracterizações da fisiologia das personagens: traços, marcas, cicatrizes,
muitas vezes esbarrando no burlesco e na caricatura.
“Sua cicatriz proeminente no lado esquerdo da face deixava-o ainda mais
circunspecto e mau. Olhos fundos, rosto escaveirado, pele marcada pelo destino:
Quasímodo dele não invejaria.”
Inverossímil = toda narrativa de característica ficcional – não
baseada na realidade – mas dela fazendo livre interpretação ou descrição: Senhor dos Anéis, Matrix.
Narração Forense
Segundo as orientações sobre a Lógica do
Razoável, ao produzir seu relatório, exige-se do profissional do Direito a
apresentação de uma série de circunstâncias observadas no caso concreto, seja
em relação àqueles que participam da lide (partes litigantes), seja em relação
ao lugar e tempo em que ocorreram os fatos.
Nesse sentido indicamos alguns elementos que
possam contribuir para uma narrativa mais completa e consistente. Assinale-se
que essas mesmas informações, no momento em que se vai produzir a argumentação,
mostram-se com grande valor persuasivo. A elas chamamos de elementos da
narrativa forense.
NARRATIVA
FORENSE
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Imparcial Valorada
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Elementos
da narrativa forense:
- Centralidade;
- características
dos personagens: social, moral, física, psicológica, profissional,
religiosa, familiar, etc.;
- educação
quantitativa e qualitativa;
-
representatividade social;
- espaço
físico e social;
- tempo
cronológico e psicológico.
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Parecer Petição Inicial
(por exemplo)
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Apresentação Pretensão
impessoal dos do autor
fatos
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2.2) Descrição
Elementos: verbos no
pretérito perfeito imperfeito, personagens que não interagem, verossimilhança
interna (psicológica) ou externa (fisiológica) aplicadas na descrição de
paisagens, personagens, objetos.
A descrição pode ser objetiva ou subjetiva:
“Pensou no bar. O bar antigo... aquele
das mesas de pé de ferro e tampo de mármore. O velho
e bom bar de outrora,
quando ‘saideiras’ eram iniciadas e depois perpetuadas de melodias saturnais.
Extrairia daquele hemisfério o sumo essencial da
vida. A alma dos bares ele encontrara.”
(Memórias de bar, Nel de Moraes,
fragmento)
“Pacífico sorria meio feio, meio pálido, entre poucos e cariados
dentes, ao seu fraco ego indigente, que dele se alimentava, fazendo-se
crescer no imaginário e sucumbir na falência das sensações reais. No que deveria ser real. Onde ele
acreditava ser possível a vitória. Mas a glória que crescia era a mesma que o
detinha, num paradoxo incompreensível a quem
não conhece a luz.”
(A batalha, Nel de Moraes, fragmento)
“O aparelho fixo, negro como a noite sem luar,
enfeitava ainda, com seu peso momesco, a mesinha
lateral da sala de estar. Possuía um disco simples, barulhento,
mas funcional e prático,
diferente daquelas teclas iluminadas, ‘cheias de números, e letras, e apertadas, e minúsculas’.
Não possuía mãos grandes e dedos longos, mas rechonchudos o suficiente para
discar ao menos três vezes a cada simples tentativa”.
(O telefone, Nel de Moraes, fragmento)
2.3) Dissertação
Ela pode ser: expositiva ou
argumentativa.
A dissertação argumentativa, em
função de sua natureza persuasiva, é a base que sustém o discurso forense.
A arte de dissertar
caracteriza-se pela exposição objetiva de idéias, bem como pela análise
crítica, ora parcial (dis. Opinativa), ora imparcial (dis. Argumentativa) de um
tema predeterminado.
A dissertação divide-se em três
componentes significativos que se desdobram e interligam-se: introdução ou exórdio, desenvolvimento
e conclusão ou peroração.
Estrutura
- Parágrafo introdutório: delimitação do assunto, composição da tese, apresentação de dois ou três argumentos sustentáveis, guardando-se no limite de duas ou três frases completas e interligadas.
- Desenvolvimento: dois ou três parágrafos – dependendo do número de argumentos utilizados na introdução -, buscando-se, por intermédio de evidências, justificativas, juízos, explicitações, a sustentação necessária para as proposições iniciais.
- Parágrafo conclusivo: retoma a tese, elabora uma síntese das idéias discutidas ou propor-se, se for o caso, a solução para o problema discutido sem ultrapassar duas ou três frases completas e complementares.
3)
Como
elaborar uma dissertação argumentativa
a)
Delimitação do
tema
“Por que alguns membros do
Poder Judiciário envolvem-se com a criminalidade?”
•
A falta de ética forense;
•
O dinheiro fácil;
•
A ânsia de poder;
•
A certeza da impunidade.
Digamos que você selecione dois
tópicos: ânsia de poder e ética forense. Logo, poderíamos formar a
seguinte tese:
“A perda do sentido ético e a ânsia pelo poder concorrem para o
envolvimento de juízes e desembargadores com a criminalidade”.
Entendendo-se que no parágrafo
introdutório devem estar contidos a alusão ao tema, a tese e dois ou três
argumentos que serão tratados no desenvolvimento, sua introdução seria:
(TFC) “A perda do sentido ético e a ânsia pelo poder concorrem para o
envolvimento de juízes e desembargadores com a criminalidade. Some-se a
isso, a possibilidade de ganhar dinheiro fácil com a certeza da impunidade e
tem-se o quadro atual que indigna a classe e a própria Instituição”.
* Tópico Frasal Central (TFC) = É
a ideia central de cada parágrafo. Deve ser escrito, preferencialmente, no
começo para que se oriente ou governe o conteúdo global de cada parágrafo.
b)
Desenvolvimento argumentativo
O parágrafo é um grupo de frases
que tratam de um tópico, por isso, o desenvolvimento deve ser completo e
coerente, isto é, cada frase deve se referir, direta ou indiretamente, ao
tópico frasal (TF). Para executar essa tarefa, dividiremos em dois grupos de
frases:
- (FPA) Frase Principal de Argumentação – frase que desenvolve diretamente o tópico frasal atribuindo-lhe informação nova ou diferente;
- (FAA) Frase Auxiliar de Argumentação – frase que desenvolve diretamente a frase principal e indiretamente o tópico frasal, ao ajudar a frase principal a torná-lo ainda mais explícito.
“Às vésperas da eleição, um político pseudonacionalista aparece em um
programa de televisão apresentado em rede nacional, e afirma, tendenciosamente,
que o Brasil é líder da América pobre. Se, por um lado, a difusão do
nacionalismo é uma ilusão, pois implica virtuose política, ações menos
egocêntricas e ética da cidadania, por outro, a decantada integração cultural
do Mercosul não ocorrerá se mantidos
os moldes atuais, afinal, requer programação, apoio dos governos, boa vontade
das partes e muito desprendimento no tocante a esses idílios eleitoreiros de
autoprojeção”.
Ideia central do parágrafo: o
pseudonacionalismo como máscara para intentar o poder sobre os demais países do
Mercosul.
TF: Às vésperas da eleição,
um político pseudonacionalista aparece em um programa de televisão apresentado
em rede nacional, e afirma, tendenciosamente, que o Brasil é líder da América
pobre.
FPA1: a difusão do
nacionalismo é uma ilusão;
FAA1: implica virtuose
política, ações menos egocêntricas e ética da cidadania;
FPA2: a decantada integração
cultural do Mercosul não ocorrerá se
mantidos os moldes atuais;
FAA2: requer programação,
apoio dos governos, boa vontade das partes e muito desprendimento no tocante a
esses idílios eleitoreiros de autoprojeção.
c)
Conclusão
As idéias devem estar articuladas
numa sequência lógica que conduza a uma interpretação recorrencial, ou seja,
deve o leitor ser capaz de depreender a partir do que leu, não lhe permitindo
inferências ou exoforismos. São quatro tipos de conclusão dissertativa:
- Perspectiva de solução;
- Síntese;
- Retomada da tese;
- Interrogação argumentativa.
Veja o esquema do texto:
Como
cuspir para cima
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein
Tese - Os presos políticos tinham mais
sorte
(TF) Um
documento preparado pela OAB, Procuradoria Geral da República e ABI acusa: “Em
São Paulo, como em todo o Brasil, a tortura e os maus tratos são ainda
administrados rotineiramente nos recintos policiais militares ou em plena luz
do dia”, informa. A dura verdade: os
presos políticos do regime militar tinham mais sorte.
Desenvolvimento
1 – Comparação com a ditadura
(TF) Todos os métodos empregados para ditadura
estão vivíssimos. Só que, naquela época, havia uma mobilização nacional e
internacional contra a barbárie e, principalmente, a tortura. E, por isso,
os presos políticos tinham mais sorte ou, melhor, menos azar: geravam
indignação e, por conseqüência, ação. Nada disso se reproduz mais. O Brasil
está dominado pela cultura do extermínio. A matriz dessa passividade é a
convicção de que pobre sente menos dor.
Desenvolvimento
2 – Consequências da banalização da violência
(TF) O resultado é apenas a banalização da
violência – não há indicação de que a criminalidade tenha se reduzido. Só
aumentou a periculosidade dos delinqüentes. Aí está a questão que deveria estar
no topo das prioridades de nossa elite política: a violência está produzindo um
caminho de insensatez, no qual as principais vítimas são e serão os cidadãos
honestos que desejam segurança para viver. A sociedade, como se vê, está
cuspindo para cima.
Desenvolvimento
3 – Evidências da desvalorização
(TF) Cuspir para cima significa desmoralizar o
valor da vida – exatamente, aliás, o que fez magistralmente a Assembléia
Legislativa de São Paulo, ao isentar de culpa os policiais que provocaram o
massacre do Carandiru. Quando uma sociedade não valoriza o direito à vida nada
será respeitado – muito menos o direito de propriedade. Um dos sintomas mais
agudos desse nosso caminho da insensatez é a capacidade de se perceber uma
obviedade tão gritante.
Quatro opções
de conclusões:
- Proposta de solução
Para que essa violência desapareça, será preciso que o povo, que hoje se omite,
passe a vigiar as autoridades no sentido de evitar que voltem a ocorrer os
casos de tortura e morte nos porões das cadeias públicas como ocorreram em
tempos de ditadura.
- Síntese da discussão
Em suma,
todo o esforço de entidades de Direitos Humanos perde-se no submundo das
cadeias públicas, concorrendo para um quadro de omissão e descaso,
diferentemente dos anos de ditadura quando havia uma vigília constante por
entenderem que os fins justificam os meios, ou seja, a legitimidade da luta
diante do endurecimento político.
- Retomada da tese
Pode-se concluir que, apesar da vigília de entidades de Direitos
Humanos, o quadro de violência oficial continua a ocorrer em várias unidades
policiais de todo o Brasil, mesmo após o fim do regime político de exclusão a
que esteve submetido o país durante anos.
- Interrogação argumentativa
Será preciso que o Brasil figure na lista dos países mais
violentos do mundo quanto à política pública para que o cidadão comum não se
conforme com o status quo atual quando presos comuns são maltratados e
não encontram ressonância na sociedade?
Referência
SCHOLAIR, N. M. Português
jurídico: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
Atividades
I)
Leia o
texto.
Tragédia brasileira
Misael, funcionário da Fazenda, com
63 anos de idade.
Conheceu
Maria Elvira na Lapa, prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança
empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael
tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico,
dentista, manicura ... Dava tudo quanto ela queria.
Quando
Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael
não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada
disso: mudou de casa.
Viveram
três anos assim.
Toda
vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os
amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos,
Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp,
outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato,
Inválidos ...
Por
fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência,
matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal,
vestida de organdi azul.
(Manuel
Bandeira, Poesia completa e prosa)
1.
Quem narra a história?
2.
Quais características podemos levantar sobre Misael
e Maria Elvira?
3.
Essas características auxiliam na construção do
conflito? Por quê?
4.
Em que momento o conflito se estabelece na narrativa?
5.
Transcreva do último parágrafo do texto um trecho em
que o narrador parece desejar justificar a atitude de Misael.
6.
A que modalidade (tipo) pertence o texto: Tragédia
Brasileira? Justifique sua resposta.
II)
Leia o caso concreto.
Marcelo e Camila são casados há
10 anos. Em 01 de novembro de 2008, quando Camila digitava um trabalho da
faculdade no computador utilizado pelo casal, ficou estarrecida: encontrou uma
série de e-mails comprometedores, armazenados pelo marido, na máquina da
família.
Descobriu que, no período de 12
de fevereiro de 2008 a
30 de outubro de 2008, seu marido, usando o apelido “homem carente de meia
idade”, trocava quase diariamente mensagens de natureza erótica com uma mulher
que assinava “cheia de amor pra dar”.
Ao ler as mensagens, constatou
que o marido se declarara diversas vezes para a internauta, com quem construía
fantasias sexuais e praticava sexo virtual. A situação ficou ainda mais grave,
porque, nessas ocasiões, Marcelo fazia comentários jocosos sobre o desempenho
sexual de Camila e afirmava que ela seria uma pessoa "fria" na cama.
Por conta de todos esses fatos,
Camila se separou de Marcelo. Cerca de quatro meses após a separação, ajuizou
ação de reparação por danos morais em face do ex-marido, na qual pediu
indenização no valor de 20 mil reais. Em síntese, alegou na Petição Inicial
que: a) o ex-marido manteve relacionamento com outra mulher na constância do
casamento; b) a traição foi comprovada por meio de e-mails trocados entre o
acusado e sua amante; c) a traição foi demonstrada pela troca de fantasias
eróticas (sexo virtual) entre os dois; d) precisou passar por tratamento
psicológico para superar a dor que sofria; e) foram violados sua honra
subjetiva e seu direito à privacidade no casamento.
Em sua defesa,
o ex-marido alegou a improcedência do pedido sustentando o seguinte: a) sexo
virtual não caracteriza traição; b) houve invasão de privacidade e violação do
sigilo das correspondências; c) os e-mails devem ser desconsiderados como prova
da infidelidade; d) não difamou a ex-esposa, ao contrário, ela mesma denegria
sua imagem ao mostrar as correspondências às outras pessoas.
Em entrevista à imprensa, a
autora afirmou que não houve violação de sigilo das correspondências. Para ela,
não está caracterizada a invasão de privacidade porque os e-mails estavam
gravados no computador de uso da família e os cônjuges compartilhavam a mesma
senha de acesso. "Simples arquivos não estão resguardados pelo sigilo
conferido às correspondências", concluiu.
1)
Agora
que você já conhece o conflito, produza, com base nessa leitura, esquema
idêntico ao que se segue. A primeira linha da tabela já foi preenchida para que
sirva de exemplo para você colher as demais informações no caso concreto.
Identifique quantos elementos entender adequado.
Elementos
da narrativa
|
Características
selecionadas do caso concreto
|
Justificativa
da relevância argumentativa das características selecionadas
|
Característica
moral do marido
|
Marcelo compartilhava com uma
desconhecida detalhes de sua vida sexual com a esposa.
|
Se a traição, por si só, já causa abalo psicológico ao cônjuge
traído, a honra subjetiva da autora
foi muito mais agredida, em saber que seu marido, além de traí-la, não a
respeitava, pois tecia comentários difamatórios quanto à sua vida íntima,
perante sua amante.
|
III) A partir do problema e dos
argumentos abaixo indicados, faça uma redação, contendo introdução,
desenvolvimento, conclusão e utilizando os articuladores mencionados acima para
dar início aos parágrafos.
Problema:
Um
chefe (de Divisão, de Serviço, Diretor de Escola ...) deve levar serviço para
casa?
Argumentos:
1.
Um funcionário tem obrigação não somente com a empresa, mas também com sua
família.
2.
As suas horas de lazer não devem ser sacrificadas.
3.
É preciso atenuar as tensões geradas pelo excesso de trabalho.

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