INTRODUÇÃO
Pretende-se
expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia
da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa,
assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola,
São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente,
por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº
54, de 18 de abril de 1995. Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto,
restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada.
Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm
a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida
unificação ortográfica desses países.
Como o
documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, esse roteiro
evidencia o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras.
Ele servirá de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente
suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem
preocupação com questões teóricas.
A implantação
das regras desse Acordo aconteceu no Brasil a partir de janeiro de 2009, foi um
passo importante em direção à criação de uma ortografia unificada para o
português, a ser usada por todos os países que tenham o português como língua
oficial: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.
Em caso de
dúvidas, a Bíblia do novo acordo é o VOLP, Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa, que pode ser acessado online através do site da Academia Brasileira
de Letras (http://www.academia.org.br/),
no link Nossa Língua, Busca no Vocabulário.
MUDANÇAS NO ALFABETO
O alfabeto
passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser: A B C D
E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
As letras k,
w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos
dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita
de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita
de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground,
windsurf, kungfu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
TREMA
Não se usa
mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela
deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como
fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado
ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
quinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller,
mülleriano.
MUDANÇAS NAS REGRAS DE ACENTUAÇÃO
A reforma
conjugou quatro verbos – manter, mudar, cassar e acrescentar. Os estudos
insistiram nas mudanças. Deram, assim, um nó nos miolos da moçada. A questão
mais importante hoje não é saber o que mudou. É saber o que não mudou.
Comecemos por aí.
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das
palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como
fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo
apoiar) apoia
apóio (verbo
apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio
(verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a
serem acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
Exemplos:
papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u
tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como
fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
cauíla cauila
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição
final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como
fica
abençôo abençoo
crêem (verbo
crer) creem
dêem (verbo
dar) deem
dôo (verbo
doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo
ler) leem
magôo (verbo
magoar) magoo
perdôo (verbo
perdoar) perdoo
povôo (verbo
povoar) povoo
vêem (verbo
ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/
pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pêra (pêra (fruta), péra
(subst. arcaico - pedra), pera (prep. arcaica)
Como era Como
fica
Ele pára o
carro. Ele para
o carro.
Ele foi ao Pólo
Norte. Ele
foi ao Polo Norte.
Ele gosta de
jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem
pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra.
Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o
acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo
poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é
a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo:
Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o
acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr
o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem
os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir,
assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir,
advir etc.).
Exemplos:
Ele tem dois
carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de
Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém
a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém
aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o
poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém
em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É
facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma.
Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
Veja este
exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5.
Não se usa mais o acento agudo no u tônico
das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo
dos verbos arguir e redarguir.
6.
Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados
em guar, quar e quir, como aguar, averiguar,
apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem
duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do
subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem
pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser
acentuadas.
Exemplos:
• verbo
enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo
delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas,
delínquam.
b) se forem
pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a
vogal destacada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as
outras):
• verbo
enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam;
enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo
delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem;
delinqua,delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e
i tônicos.
USO DO HÍFEN
Primeiro passo:
o hífen problemático se usa na formação dos vocábulos. Há dois processos:
COMPOSIÇÃO
A reforma
dividiu os nomes compostos em dois times. O primeiro: formado de duas palavras
(guarda-costas, porta-retrato, para-raios). O segundo: formado de mais de duas
palavras em que uma funciona como ligação (pé de moleque, pôr do sol,
joão-de-barro)
DUPLINHAS
Nas duplinhas, praticamente
não houve mudanças. O que tinha hífen continuou com o tracinho: arco-íris,
mestre-sala, bom-dia, boa-tarde, boa-noite, porta-bandeira, porta-luvas,
para-choque.
Houve
alterações? Houve. Quais?
Paraquedas,
paraquedista, paraquedismo e outros membros da família amortecedora perderam o
tracinho. Os demais compostos com para conservam-se firmes e fortes – para-raios,
para-lama, para-choque.
Tão só, tão somente
e à toa tinham hífen. Mandaram-no plantar batata na Terra do Nunca.
Palavras
onomatopeicas que se escreviam juntas ficaram com um pedaço lá e outro cá:
zum-zum, zigue-zague, tim-tim.
MAIS DE DOIS
As composições
com mais de duas palavras foram divididas em dois grupos:
1. os
pertencentes ao reino animal ou vegetal, com ou sem preposição ou outro
elemento de ligação. Eles mantiveram o tracinho: joão-de-barro, castanha-do-pará,
pimenta-do-reino, cana-de-açúcar, abóbora-menina, couve-flor, batata-inglesa,
erva-doce.
2. os outros –
não pertencentes ao mundo das plantas ou da bicharada. Eles perderam o
tracinho: pé de moleque, tomara que caia, calcanhar de Aquiles, dor de
cotovelo.
Exceções? Claro
que há. Permanecem com hífen água-de-colônia, pé-de-meia, cor-de-rosa. Por quê?
Porque hífen é castigo de Deus.
PREFIXAÇÃO
Vejamos as
regras de uso do hífen nos casos de formação de palavras através da prefixação:
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal
com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo “co-” aglutina-se em geral com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o ou h: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar,
cooperação, cooptar, coocupante, coerdeiro, coabitar, etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo
elemento começa por consoante diferente de r ou s.
Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos:
vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo
elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
Exemplos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
ultrassom
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento
começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno
6.
Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o
hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
• Nos demais
casos não se usa o hífen.
Exemplos:
hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
• Com o
prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
• Com os
prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por
m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7.
Quando o prefixo termina por consoante, não se usa
o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se
sempre o hífen.
Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e
mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
10.
Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais
palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos,
mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos:
ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11.
Não se deve usar o hífen em certas palavras que
perderam a noção de composição.
Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé
12.
Para clareza
gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de
palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos:
Na cidade,
conta-
-se que ele
foi viajar.
O diretor
recebeu os ex-
- alunos.
É, o castigo,
digo, o hífen realmente constitui um assunto muito complexo. Vejamos as
mudanças da prefixação sob outra ótica, porém com o mesmo conteúdo:
Com o auxílio do
prefixo, a palavra mantém a classe gramatical. Mas acrescenta ideia nova – de
tamanho (microblog), de oposição (anti-intervenção), de associação (coabitar).
Lidar com essa turma não é mole. Melhor comer pelas beiradas.
Comecemos pelos
intolerantes. São os prefixos chega pra lá. Eles não admitem a proximidade com
qualquer palavra. Por isso sempre se usaram e continuam a se usar com hífen. O ex-
serve de exemplo. As duas letrinhas dão recado claro. Dizem que o ser antecedido
por elas foi, mas deixou de ser. É o caso de ex-marido. Ele dividiu o leito
nupcial com a mulher. Não divide mais. É o caso também de ex-presidente. Sua
Excelência se sentou na cadeira mor da instituição. Não se senta mais.
E os outros?
Além, aquém, pós, pré, pró, recém, sem, vice, soto, vizo: além-mar,
aquém-muros, pós-graduação, pré-primário, pró-reitor, recém-chegado, sem-terra,
vice-presidente, sota-piloto, soto-mestre, vizo-rei.
REGRAS DE OURO
Vamos combinar?
Os intolerantes nunca constituíram problema. O xis da questão são os outros.
Duas regras de ouro resolvem 90% das dúvidas.
Use o tracinho quando:
1. o prefixo for
seguido de h :
pré-histórico, anti-humano, super-homem, extra-humanidade, semi-hospitalar, pseudo-herói,
pós-homérico, extra-habitual.
Exceção? Grafias
tradicionais se mantêm. Valem os exemplos de reaver, inábil, anistórico,
desumano.
O co- e o re-
passaram a sofrer de alergia. Com eles é tudo juntinho: coerdeiro,
coabitação, reaver, reouve.
2. letras iguais se encontrarem: contra-ataque, anti-inflamatório , mini-internato , semi-irregular, auto-observação, micro-ondas,
tele-escola, hiper-rico, inter-racial, sub-bloco, super-romântico.
A propósito:
a.
O
co- e o re- continuam alérgicos: coordenação, cooperar, reeleição, reelaborar.
b.
O
sub- enfrentou uma encrenca. Para evitar encontro consonantal como o que ocorre
em abraço, pede hífen quando seguido de r: sub-região,
sub-raça, sub-reptício, sub-rogar.
c.
Se letras iguais se rejeitam, letras diferentes se
atraem: autoescola, infraestrutura, aeroespacial, agronegócios, autoanálise,
coedição, semiobscuro, miniolimpíada, microblog, microavanços, megaexposição,
anticorrupção, semicírculo, contracheque, subsolo.
d.
Pronúncia
exige respeito. Pra mantê-la, temos que
recorrer a truques da língua. Se o r ou o s ficarem entre duas
vogais, dobra-se as letras: minirrevista, minissaia, megarregião, antirreforma.
Acima do
bem e do mal
Quando usar hífen antes de bem e mal? A regra é simples
como andar pra frente. Usa-se o tracinho diante de vogal e h. É o caso de
bem-amado, bem-estar, bem-humorado, mal-amado, mal-estar, mal-humorado.
Fácil? É. Mas há as exceções. Elas são tantas que quase
tornam a regra letra morta. Bem e mal passaram por isso a ser chamados de
elementos das mil formas. Aprecie: bem-criado (malcriado), bem-ditoso
(malditoso), bem-falante (malfalante), bem-mandado (malmandado), bem-nascido
(malnascido), bem-soante (malsoante), bem-vindo (malvindo).
E daí? Diante de tanta variedade, vão-se as certezas. Nós,
pobres mortais, só temos uma saída — consultar o dicionário. Com o pai de
todos, não há erro. É acertar ou acertar.
LEITURA
COMPLEMENTAR: BLOG DA DAD
MATÉRIAS PUBLICADAS NO ESTADO DE MINAS EM FEVEREIRO DE 2010.
PROVA NOTA 10 (1) E (2) -
LINKS:
http://www.dzai.com.br/blogdadad/blog/blogdaddad?tv_pos_id=54038
http://www.dzai.com.br/blogdadad/blog/blogdaddad?tv_pos_id=54259
EXERCÍCIOS NOVO
ACORDO
A.
Avalie se as palavras sublinhadas
nas sentenças abaixo estão corretas, segundo as novas regras ortográficas.
Escreva “C” para Certo, “E” para errado e corrija. Não se esqueça de consultar
a respectiva norma:
1.
A crise financeira dos
EUA pode trazer conseqüências para o Brasil.
2. Quando ele para para
pensar, desiste.
3. Livro
de auto-ajuda permanece no topo da lista dos mais vendidos.
4. A sonda
Phoenix realizou um pouso histórico no pólo Norte de Marte.
5. O
consumo frequente de álcool durante a juventude causa danos ao cérebro.
6.
A idéia do presidente é que todos os países
se unam contra o aquecimento.
7.
O empresário deve cumprir pena por roubo em regime semiaberto.
8.
Avião permitirá que passageiros fumem durante o vôo.
9. O
síndico marcou uma assembleia para decidir sobre a reforma do prédio.
10. Pesquisa
revela que 97% dos brasileiros crêem em Deus.
11. A estréia de Katie Holmes
foi marcada por protestos.
12. O coautor do estudo explicou
que a descoberta ajuda no tratamento do câncer.
13. Os homens mais vaidosos já
encontram no mercado tipos de creme antirrugas.
14. Ela perdeu tudo que estava dentro
da caixa de joias.
15. Cerca de 5% da população mundial
têm comportamento anti-social.
16. O ex-vereador participou da reunião
extraoficial durante a madrugada.
17. No momento decisivo, ele recuou e
desistiu de saltar de pára-quedas.
18. Eu apoio qualquer acordo
entre os países.
19. Ele achou a nova estátua uma feiura.
20. Ela é a coherdeira da
indústria da soja.
B.
Forme palavras
com os elementos abaixo, empregando ou não o hífen:
ante sala
anti social
arqui romântico
semi sintético
hiper rancoroso
super resistente
auto estrada
extra escolar
semi aberto
sócio econômico
extra humano
semi herbáceo
anti imperialista
micro ondas
contra argumento
co operação
manda chuva
para lama
conta gotas
segunda feira
mal me quer
vice presidente
circum navegação
pós graduação
manacá Açu
auto retrato
anti rugas
auto sugestão
super racional
inter regional
auto afirmação
contra indicação
intra uterino
ultra elevado
anti herói
super homem
anti ibérico
arqui inimigo
micro ônibus
supra axilar
co ordenar
para quedas
guarda chuva
beija flor
ex marido
pan americano
pré natal
Paraná mirim
bem estar
madre silva
cor de rosa
C.
Coloque no
plural as frases abaixo, e acentue os verbos, onde o acento é necessário:
1. João tem vários irmãos . João e José. ____________________________________
3. O Presidente tem o poder do país . ____________________________________
4. A mãe vem buscar o filho na escola . ____________________________________
5. A águia vê o solo de grandes alturas . ____________________________________
6. O homem crê em Jesus
Cristo . ____________________________________
7. A aluna lê o livro rapidamente . ____________________________________
D. Leia as frases a seguir e analise se a palavra
destacada está certa ou errada, de acordo com a nova ortografia:
1. Ontem a professora não pode
terminar o conteúdo.
2. Não agüento mais as piadas do tio
Sandro.
3. Esta autoestrada não
está em boas condições.
4. A vizinha é totalmente paranóica,
vive se preocupando à toa.
5. Meu filho não gosta do superomem.
6. Eu caí de paraquedas
nesse projeto.
7. Você sabe qual é o teor alcoólico
desta bebida?
8. A entrevista de hoje foi tranqüila.
9. Ainda faltam 150 kilômetros
para chegar ao Rio De Janeiro.
10. A escola em que matriculei meus
filhos tem infraestrutura.
|
E.
Com o novo acordo, quantas letras
passa a ter o alfabeto da língua portuguesa?
a) 23 b) 26 c) 28 d) 20 e) 21
F. A regra atual para acentuação no português do Brasil manda acentuar
todos os ditongos abertos “éu”, “éi”, “ói” (como ‘assembléia’, ‘céu’ ou ‘dói’).
Pelo novo acordo, palavras desse tipo passam a ser escritas:
a) Assembléia, dói, céu
b) Assembléia, doi, ceu
c) Assembléia, dói, ceu
d) Assembleia, dói, céu
e) Assembleia, doi,
céu
G. Pela nova regra, apenas uma dessas palavras pode ser assinalada com
acento circunflexo. Qual delas?
a) Vôo b) Crêem c) Enjôo d) Pôde e) Lêem
H.
Qual das alternativas abaixo
apresenta todas as palavras grafadas corretamente:
a) bússola, império, platéia, cajú, Panamá
b) bussola, imperio, plateia, caju, Panama
c) bússola, imperio, plateia, caju, Panamá
d) bússola, império, plateia, caju, Panamá
e) bussola, imperio, plateia, cajú, Panamá
I.
De acordo com as novas regras
para o hífen, passarão a ser corretas as grafias:
a) Coautor, antissocial e micro-ondas
b) Co-autor, anti-social e micro-ondas
c) Coautor, antissocial e microondas
d) Co-autor, antissocial e micro-ondas
e) Coautor, anti-social e microondas
J. Qual das frases abaixo está redigida de acordo com a nova ortografia?
a) É preciso ter autoestima
e autocontrole para coordenar o projeto de infraestrutura recém-aprovado, ainda muito polêmico e com ajustes a fazer.
b) É preciso ter auto-estima
e autocontrole para coordenar o projeto de infra-estrutura recém-aprovado,
ainda muito polemico e com ajustes a fazer.
c) É preciso ter auto-estima e autocontrole para co-ordenar o projeto de
infraestrutura recémaprovado, ainda muito polêmico e com ajustes a fazer.
d) É preciso ter autoestima e auto-controle para coordenar o projeto de
infra-estrutura recém-aprovado, ainda muito polemico e com ajustes a
fazer.
e) É preciso ter auto-estima e autocontrole para co-ordenar o projeto de
infraestrutura recém-aprovado, ainda muito polêmico e com ajustes a fazer.
K. Em quais das alternativas abaixo há apenas palavras grafadas de acordo
com a nova ortografia da língua portuguesa?
a) Pára-choque, ultrassonografia, relêem, União Européia, inconseqüente,
arquirrival, saúde.
b) Para-choque,
ultrassonografia, releem, União Europeia, inconsequente, arquirrival, saúde.
c) Parachoque, ultra-sonografia, releem, União Européia, inconsequente,
arqui-rival, saúde.
d) Para-choque, ultra-sonografia, relêem, União Européia, inconseqüente,
arqui-rival, saúde.
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